Mas o que será que tem a ver um soldado francês, e as enchentes que vez ou outra, tiram o sono dos parisienses?

Muita coisa!

O SOLDADO

O soldado em questão é na verdade uma escultura em pedra, feita pelo artista Georges Diebolt,  datada de  1856, chamada Le Zouave!

Essa escultura retrata um dos muitos soldados franceses combatentes na África do Norte (chamados ZOUAVES), na Guerra da Criméia (1853/1856).

A Wikipédia dá uma forcinha pra gente lembrar dessa guerra…

A Guerra da Criméia foi um conflito que se estendeu de 1853 à 1856, na Península da Criméia (no Mar Negro), no sul da Rússia e nos Bálcãs. Envolveu, de um lado o Império Russo e, de outro, uma coligação integrada pelo Reino Unidos, a França, o Reino da Sardenha – formando a Aliança Anglo-Franco-Sarda – e o Império Otomano (atual Turquia)

A PONT DE L’ALMA

O Zouave “medidor de enchentes”, está em um dos pilares da Ponte de l’Alma, que cruza o rio Sena, e você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre Ponte de l’Alma, mas num contexto totalmente diferente: foi no túnel da Ponte de l’Alma, que a Princesa Diana sofreu o acidente de trânsito, que resultou na sua morte em 31 de agosto de 1997.

Essa ponte foi inaugurada por Napoleão III em 2 de Abril de 1856,  em comemoração da Batalha de Alma, aquela lá que ocorreu na Guerra da Criméia,  na qual a aliança otomano-.franco-britânica conseguiu uma importante vitória sobre o Império Russo, em 20 de setembro de 1854.

MEDINDO AS ÁGUAS DO SENA

Claro que esse jeito de medir não é nada formal, foi mais um modo da população ficar de olho nas águas do Sena, e de se preparar (ou não) para problemas relativos às grandes inundações ( des crues du fleuve).

A primeira foto de que se tem notícia sobre esse estranho jeito de medir as águas, é essa aí, de 1910: olha lá o Zouave com a água encostando no seu cotovelo!

Esse gráfico, de junho de 2016, dá um exemplo do quanto o Sena “subiu” em diferentes anos, em que as enchentes atrapalharam o dia a dia dos parisienses

De acordo com o gráfico, quando o Sena sobre 6 metros, os trens RER param de funcionar pois seus trilhos ficam debaixo d’água. Com mais 13 cm, as berges de la Seine, ou as margens do Sena, inundam.

Esse ano a enchente, chamada LA CRUE (nesse caso de agora, chamada de crue hivernale) está castigando a cidade!

Os trens e as margens do Sena estão fechados, e o Zouave está com água acima dos joelhos, o que não é um bom sinal, mesmo porque a meteorologia já confirmou que mais chuvas vão cair na cidade

Janeiro/2018

Hoje, muitos departamentos da Île-de-France, estão em alerta, ou como dizem lá, estão em vigilance orange, em razão do grande volume de água, ainda esperado pelos próximos dias.

Complicado andar por Paris por assim!

 

Foto de capa: Pixabay


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